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Chegamos em Porto Jofre por volta das 21:00 muito cansados pelo entra e sai dos carros na transpantaneira e pelo calor e poeira que reina na região nesta época.

Porto Jofre é o local onde acaba a transpantaneira. Fica as margens do Rio Cuiabá, e possui uma beleza natura indescritível. Junto   aos rios São Lourenço, Piquiri, Negro e Negrinho formam os principais afluentes do Pantanal.

A estrada escura e empoeirada acaba praticamente dentro do rio Cuiabá, se você chegar a noite e muito embalado acaba caindo dentro do rio e nem nota...

Vá preparado para acampar, leve tudo, principalmente muita água e comida, pois o local padece de infra-estrutura e basicamente existem apenas dois locais para se instalar, o Hotel Porto Jofre (http://www.portojofre.com.br) e um outro camping.

Nos instalamos numa área de camping dentro da propriedade do Hotel Porto Jofre. Com muita lábia do nosso amigo Cassio conseguimos nos instalar lá a esta hora da noite, pois este hotel é totalmente voltado para atender turistas estrangeiros e pescadores abastados, contando inclusive com pista de pouso particular, e não faz a mínima questão de hospedar jipeiros e sem grana afins.

Depois de rodar dois dias e aproximadamente 2000 km, era chegado o momento da descontração.

Montamos o acampamento, preparamos a comida, a cerveja, a caipirinha e ficamos escutando a natureza, contando prosa e nos divertindo até de madrugada, pois o dia seguinte seria livre para passeio na região, e não teríamos que nos preocupar com horários e estrada no dia seguinte.

Ao nascer do dias pudemos conferir toda a beleza do lugar.

Infelizmente, por maior que seja o ângulo da máquina fotográfica, não se consegue captar nem uma pequena porção da magia do lugar.

Uma infinidade de aves chegam para o "café da manhã", e rodeiam o acampamento e o porto dos barcos de pesca a procura de algumas guloseimas deixadas pelos turistas.

O número de tuiuiús, carcarás, garças, cardinais e outras aves realmente surpreende, tanto pelo volume como pela docilidade destes. A convivência pacífica tornou estas aves muito dóceis, e é muito fácil ficar a poucos metros delas.

No rio se observa os jacarés, piranhas e outros peixes também a procura de sua refeição.

Fizemos pela manhão uma boa caminhada pela região, para conhecermos melhor o lugar. A imponência da floresta  realmente impressiona e intimida.

A fauna, a flora e os sons que encontramos durante esta caminhada realmente já fizeram valer os 2000 km percorridos até alí.

A tarde fizemos outro roteiro, só que desta vez de jipes entrando nas variantes da estrada para ver o que encontráva-mos, mas apenas nos levavam a corixos e as trilhas acabavam em nada. Realmente a transpantaneira seria obrigatoriamente o nosso caminho de volta.

No final da tarde começamos a pôr a "cozinha" para funcionar, e fomos comendo o nosso tradicional macarrão instantâneo.

Para bricar um pouco pescávamos piranhas no rio para alimentar as aves, que duelavam pelos peixes, mas sempre quem levava a melhor eram os tuiuiús, que por sua imponência de quase 2 metros de envergadura entre asas, acabavam com a brincadeira dos outros.

No início da noite, por sorte,  pescamos um belo peixe, que completou nosso cardápio, feito na hora frito na manteiga e temperado com sal e pinga.

Durante o jantar nos divertimos bastante, mas já pensando no dia seguinte, e nos preparando para cruzar novamente a transpantaneira, desta vez fazendo o percursos todo durante o dia, e com mais tempo, tirar fotos com mais tranquilidade.