Museu
de Armas
e História Militar Caramaschi
Na sexta-feira pela
começamos o retorno para São Paulo. Saímos de São Jorge e rumamos
em direção para Brasília, onde todos desejavam uma parada para
conhecer a "Capital". Neste momento, via telefone, começamos as
tentativas de conseguir fazer uma visita ao
Museu de
Armas e História Militar Caramaschi, também localizado em
Brasília. Este museu, que na verdade é uma coleção particular (a
maior da América latina), formada durante toda a vida do
colecionador Hamilton Caramaschi, e composta por raridade que nem o
exército brasileiro e de outros países protegeu do esquecimento.
Com muita sorte (e um grande apoio do nosso amigo Raul, de
Goiânia) conseguimos agendar uma visita para as 16h00. Como
chegamos em Brasília por volta das 12:00, pudemos então almoçar
com calma e fazer o "city-tour" pela cidade. Quando estamos
chegando ao Museu (e também casa do Sr. Hamilton) já nos deparamos
com algumas raridades estacionadas na rua, aguardando a sua vez de
ganhar a restauração.
Ali no quintal
mesmo pudemos conhecer inúmeras viaturas militares, entre jipes,
tanques, blindados, baterias antiaérea, caminhões, cozinhas,
hospitais.
Dentro da casa
conhecemos muitas outras raridades, como documentos, fardamentos,
condecorações e muito mais, passando pelo período da coroa
portuguesa, das grandes guerras e a queda do muro de Berlim, tudo
acompanhado de uma grande aula de história para cada objeto.
Não é por acaso que
o Sr. Hamilton recebeu diversas condecorações do exército
brasileiro pelo seu esforço em manter viva a história militar
brasileira e mundial.
Para quem gosta de
detalhes, veja a descrição dos veículos ao lado:
1a. Foto:
Viatura chamada de Half-track, ou "meia-lagarta", americana, para
reconhecimento e transporte de topas, fabricada em 1942, para a II
Guerra Mundial. Armamento: 2 metralhadoras Browning .30
2a. Foto:
Tanque Stuart A-3 de 13 toneladas, americano, fabricado em 1939,
para a II Guerra Mundial.
Armamento: 01 canhão de 35mm, anti-carro e 03 metralhadoras
Browning .30
3a. Foto:
Canhão anti-aéreo (marca Otis) de 90 mm. (peso 9 toneladas).
fabricado em 1940, para a II Guerra Mundial.
4a. Foto:
Jipe UAZ (Uliannov) ano 1983. Jipe regular do Exército da antiga
URSS e Pacto de Varsóvia. Utilizado pela maioria dos países da
extinta "Cortina de Ferro". Motor de 2500 cc, 4 cilindros, com
distribuidor, velas e bobina blindados contra água, tração 4x4
incessível, reduzida, sistema de refrigeração bloqueável, para
operação em baixíssimas temperaturas (Sibéria, p.ex.), iluminação
para "black-out", pneus 8,50x15, capota de lona e capacidade para
7 passageiros.
5a. Foto:
Viatura de reconhecimento rápido 6x6, com blindagem leve.
Fabricada pelos Estados Unidos para atender aos Países Aliados,
durante a II Guerra Mundial. Motor de 6 cilindros a gasolina.
Armamento: 01 metralhadora Browning .30
6a. Foto:
Canhão Krupp alemão, com rodas de madeira, utilizado na I
(Primeira) Grande
Guerra.
7a. Foto:
Canhão anti-carro (CAC) utilizado pelo Exército americano na II
Guerra Mundial. Potencializado com canhão de 50mm.
8a. Foto:
Caminhão-Ambulância IVA/Robust, com tração 4x4, movido a gasolina,
refrigerado a ar, pneus tipo "Frontiera". Carroceria em Kevlar,
destacável, com 6 leitos para Terapia Intensiva, com filtros
contra contaminação atômica, química e bacteriológica. Fabricado
pela antiga URSS, para utilização dos Países do Bloco soviético.
Já eram mais de
20:00h quando a contragosto tivemos que deixar o Museu e continuar
viagem para São Paulo. Como começava a chover de novo, rodamos
poucos quilômetros, até a cidade de Cristalina-GO, onde por volta
das 23:00 já estávamos alojados em um hotel para descansarmos.
No sábado acordamos
cedo como de costume, e seguimos a viagem debaixo de chuva
novamente. De Cristalina-GO fomos diretamente até Ribeirão
Preto-SP, pois, o nosso próximo "ponto turístico" a visitar era a
Choperia Pingüim, conhecida com o templo do chope paulista.
Chegamos em Ribeirão Preto ainda debaixo de muita chuva, mas
conseguimos localizar a choperia sem dificuldades.
Lá os que ainda não
conheciam o local puderam descobrir o porquê de sua fama,
saboreando o melhor chope que conhecemos.
Acompanhando o
cremoso chope, saboreamos os deliciosos pratos da casa, para nos
"recompormos" e nos preparar para o último trecho do retorno.
Retornamos à estrada e a chuva continuava forte, fazendo com que o
comboio seguisse devagar, principalmente que a noite começou a
cair. Chegamos em São Paulo por volta das 21h00 descarregamos a
bagagem, cumprimentamos alguns parentes e amigos que vierem nos
receber, tomamos uma cerveja de comemoração e partimos para casa,
para rever a família e para o merecido descanso, mas já pensando
onde será a Expedição 2001...