Conhecendo a Chapada dos Veadeiros
Quarta-feira foi o dia de
conhecermos o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
A região foi no passado um grande
garimpo de onde se extraia o quartzo, usado na fabricação de
componentes de computador e relógios, porém, o quartzo caiu em
desuso, sendo trocado por outras matérias primas diminuindo ainda
mais as fontes de renda dos moradores da região (ainda é
possível ver as marcas do garimpo pelo parque através de buracos
para a extração que permanecem abertos, onde tem-se que se tomar cuidado para
não cair dentro…) .
Nesta época foi criado o Parque Nacional,
inicialmente como um parque aberto, mas como começaram a
acontecer alguns problemas, como afogamentos, fogo e destruição,
o IBAMA resolveu fechar o Parque. Isto feito, o Vilarejo de São
Jorge quase acabou, pois o Turismo era a então a única fonte de
renda disponível. Reavaliada a situação, o IBAMA resolveu reabrir
o parque, mas desde que os visitantes estivessem acompanhados de
guias treinados e cadastrados. Com isso criou-se mais empregos
para as pessoas da Região e um melhor controle do Parque.
No dia seguinte, ao
acordarmos logo formos à Associação dos Condutores de Visitantes
Chapada dos Veadeiros (61/646-1690) contratar um guia para nos
conduzir pelo Parque, pois a visita ao parque só pe permitida
quando acompanhada de guias locais registrados e treinados.
O nosso guia indicado, Luciano (61-9955-7342), nos
levou inicialmente para conhecer as cachoeiras de 120 e 80 metros de
queda.
A caminhada é de
aproximadamente 12km ida e volta, muita descida e muita subida,
mas vale a pena, principalmente pelo visual e pelos mergulhos
que se pode dar lá...
Durante a caminhada bebemos água em
algumas nascentes, uma água refrescante, que parecem que ficam no
meio da trilha de propósito, porque a caminhada é dura, ainda bem
foram dias de temperatura amena, sem muito calor.
Após este
passeio fomos direto para conhecer o Vale da Lua, que é um local
onde o Rio São Miguel percorre um trecho de cerca de 1 km entre
rochas esculpidas pelas águas por milhares de anos, formando um
visual incomum que dá nome ao local..
Retornamos para a Vila de São Jorge e fomos
diretos matar a fome e a
enorme saudade de uma ótima comida caseira... Voltamos então
para a pousada, onde rapidamente voltamos a trabalhar para
solucionar o problema no radiador da Toyota.
Avaliamos que
seria possível um trabalho de solda, e como não havia ninguém
habilitado na vila, descobrimos uma pessoa que poderia fazer o
trabalho numa cidade próxima, Colinas do Sul.
Entramos em
contato pelo telefone e conseguimos que ele nos aguardasse para o
conserto. Retiramos rapidamente o radiador e rumamos para lá com os outros
dois jipes.
O "faz-tudo" que ia fazer a solda nos aguardava, e em
menos de uma hora o radiador estava aparentemente reparado.
Como já estávamos
na cidade, aproveitamos para abastecer os jipes e fomos dar uma
volta para conhecer a cidade.
Para nossa
surpresa, alguns instante depois a Land começa a falhar e para no
meio da rua principal da Cidade.
Todos assustados pensam que o combustível estava
"batizado", mas após análise verificamos que o
problema era uma inexplicável entrada de ar no sistema de
injeção.
Desmonta daqui, aperta ali e a Land volta a funcionar
como antes. Depois do susto retornamos para São Jorge para
reinstalar o radiador da Toyota e testar o serviço de reparo
efetuado.
Aparentemente tudo resolvido, e comemoramos com outra
corvejada, acompanhada de uma pinga curtida com arnica, que
segundo os locais era a "chave" para se ver os
"discos voadores" que são tão freqüentemente
relatados na região...
No dia seguinte, logo pela manhã
nosso guia Luciano aparece, e partimos desta vez para conhecer
outro trecho do Parque, agora visitando os canyons.
Depois de mais 12 km de caminhados e muitos mergulhos, saímos do
parque, pegamos os jipes e nos dirigimos para a cidade de Alto
Paraíso, para conhecermos a "cidade esotérica".
Na
viagem paramos para conhecer o Jardim de Maytréia, realmente uma vista
fantástica. Conhecemos neste trecho também o Rancho do Seu
Martinho que faz pingas e licores de frutas do cerrado. Os que já
estavam recuperados da pinga com arnica da noite anterior se
deliciaram na degustação de tantos sabores típicos, que abriram
o apetite, nos fazendo rumar diretamente para jantar em São Jorge
no restaurante da Nenzinha, onde novamente fizemos um "estrago"
nas panelas.
Já "reabastecidos" fomos conhecer o "Discoporto", local organizado pelos esotéricos locais para facilitar o pouso
de naves extraterrestres. Aguardamos um pouco lá, mas como a
pista não foi solicitada por nenhuma nave neste período, nos
retiramos de volta para o camping chateados...